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14 julho 2014

Descobrindo no antigo o novo!

Quando lançou o cd "Sou/Nós" do Marcelo Camelo, achei muito abaixo de tudo que tinha acompanhado dele na época dos Los Hermanos. Lembro que me falaram: - Olha a Janta quentinha! Uma alusão a sua música de trabalho, e eu super ansiosa ouvi o cd.  A decepção foi tão grande que quando ele lançou "Toque Dela", eu nem quis comprar. Porém,  ganhei Toque Dela da mesma pessoa que me deu Sou/Nós e simplesmente me apaixonei pelo álbum, parecia tão meu, tão sereno, tão Camelo.

O tempo passou e passou mesmo, o primeiro cd solo de Marcelo foi lançado em 2008, e depois deste tempo, continuei sempre acompanhando o trabalho dele. Me apaixonando ainda mais pelo cantor, então resolvi ouvir novamente o cd, fora de ambiente de show, porque no show tudo fica mais inebriante. E tem exatamente uma semana que eu não paro de escutar o antigo cd de Camelo que é totalmente novo pra mim. 

Agora parece que eu entendo, compreendo e absorvo cada frase, estrofe e canção que Camelo fez. Ela se encaixa e define totalmente meus momentos. A definição do título do álbum também é perfeita, antes eu era Sou e agora Nós, e consigo encaixar em mim essa liberdade que Camelo cantou na maioria de suas faixas. Me pergunto todos os dias como não enxerguei isto antes!

Pode parecer simplesmente bobo, poderia estar antes em um momento e agora em outro, por isso as canções se enlaçam na minha vida agora. Mas não, a explicação pode ser minha falta de maturidade antes, de paciência, muitas suposições e nenhuma conclusão. Não tem explicação, só que agora aprendi a me libertar e enxergar a maestria das letras. Pensa quantas vezes você não viu um filme e detestou e logo depois passou a amar? Comigo já aconteceu muitas vezes, e é por isso mesmo que nunca tiro um juízo de valor de nada quando vejo uma única vez. 

E sinceramente, esse é um conselho que todos deveriam seguir. Nunca tome decisões pela sua primeira impressão, em tudo na vida, isso deve ser acolhido. Reveja, refaça, releia, reouça, renove. Nada é definitivo, de tudo há um renovo, uma reinvenção basta olharmos com outros olhos. Um único ponto pode te ensinar muitas coisas de diferentes formas. Cada ato é um aprendizado, um filme visto, um livro lido, uma decisão, uma viagem, nada fará sentido se você não tirar um aprendizado, nem que o sentido seja ser sentir prazer ao fazer isto.

E hoje estou muito contente de ter dado uma nova chance ao cd do Marcelo Camelo, me libertei de preceitos, senti uma doce solidão e vi que todo ser humano pode ser um anjo.



Faça do seu novo dia, um dia novo realmente!

03 julho 2014

A solidão de uma multidão: Her e Medianeras.

Assisti o filme "Her" e fiquei totalmente impactada, confusa e com mil questionamentos. Conversando com um amigo sobre isto. Ele me indicou Medianeras, disse que eram enredos semelhantes, então resolvi assistir. E putz!Outro impacto!

Como não poderia deixar de ser, vim aqui compartilhar com vocês, minha doce análise dessas obras.

Her (Ela), tem um nome tão simples quanto sua história. Aqui acompanhamos a história de Theodore(com uma interpretação magistral de Joaquin Phoenix), um escritor deprimido pela fim do seu casamento. Neste cenário ele adquire um sistema operacional com inteligência artificial, que organiza e-mails, dá conselhos, responde perguntas, suspira, e tudo mais, é quase humano. Envolvido neste cenário é quase que inevitável já imaginar a aproxinamação que Theodore terá com a máquina, visto seu estado atual.

Em Medianeras, temos as histórias de Martin um escritor fóbico que não sai de seu apartamento por nada, usa a internet para fazer tudo que precisa e Mariana que é uma arquiteta, que não tem grandes perspectivas em relação a sua profissão. Ambos tiveram frustrações amorosas.



Her em seu contexto levanta milhares de perguntas em quem o assiste, a solidão de Theo é tão grande que ele se apaixona por uma máquina, uma "mulher" que o compreende, organiza suas tarefas, o ouve, e o estimula. E o sistema operacional (com nome de Samantha), também "sente", ela quer essa vivência humana, o sabor de sentir. Não precisa nem falar que eles passam a viver como um casal, sem o contato físico.
O filme trata dessa forma singela e uma tanto esquisita, da solidão. Do que nos apegamos nesse momento, Theo tem com Samantha uma relação perfeita, ela concorda com tudo, e o incentiva em outros aspectos. Em uma relação de verdade, não se tem esta perfeição, as pessoas são diferentes, mudam, amadurecem, precisam se compreender, entender e divergências de opinião são normais. Em certo momento Samantha pergunta a Theodoro, como é ser casado e ele responde: - Era emocionante... Nós crescemos e mudamos juntos. Mas essa é a parte difícil, mudar sem assustar o outro. Nesta frase ele resume o fato de que sendo inevitável mudarmos, também é impossível ter uma relação perfeita. A qual ele se apegou com Samantha.
E a vontade de Samantha em ser humana, deixa o filme mais intrigante ainda, como Ariel desejando ter pernas, Samantha quer ter vida. O enredo nos leva a pensar, em como nos relacionamos? Fazemos por carência, por por solidão, por querer encontrar alguém perfeito que não discorde em nada? 



Em Medianeras a solidão é vista de outro ponto, os dois personagens são vizinhos, mas nunca se conheceram, ambos vivem na solidão de seus problemas, conectados virtualmente, sem exercer humanidade social. Apesar de parecer que a tecnologia atual afasta as pessoas,como muitos podem enxergar no filme. Eu vejo mais que o se manter isolado, os afasta disso. Hoje sem viver "socialmente" a pessoa utiliza muito a tecnologia para distração,mas outrora não se utilizavam a televisão, os livros, o sono? Que seja desculpas para não ter essa convivência não faltariam desde os tempos primórdios. São pessoas solitárias que mesmo em meio a multidão não falariam com ninguém, a solidão é interna não externa. Até mesmo a internet atualmente junta pessoas de gostos comuns que talvez nunca se conheceriam. Mas Mariana e Martín mesmo tendo tudo em comum não iniciam uma conversa. Isto só mostra nossos tempos de solidão, falta de esperança, de atitude. Até o cartaz de Medianeras, ilustra uma multidão com um  tanto de solidão!

O medo de arriscar pode dominar de tal forma a paralisar nossas atitudes, os filmes mostram bem isto. Arriscar uma relação de verdade e mais uma vez ser magoado, arriscar na vida, arriscar ao sair de casa sem saber se o dia será bom, arriscar arrumar um emprego que ame, arriscar, o viver é nada mais que arriscar, tentar, quebrar a cara e tentar novamente, até conseguir, até estar feliz. Uma vez eu li que felicidade é saber tirar o lado positivo de momentos ruins e saber sorrir na simplicidade, tudo que temos além disso são momentos de prazer, como uma viagem bacana, uma saída legal, são prazeres, porque não se vive somente disso. O que você tem no seu dia a dia é que deve te trazer a felicidade real. Esse medo de arriscar tudo ou nada, é que afasta as pessoas cada vez mais de sua felicidade, as aproxima da solidão e as fazem prisioneiras de seus medos.

Tanto Her quanto Medianeras, nos mostram de diferentes formas, o resultado da solidão. A falta de esperança na vida, a indiferença com seus próprios sonhos. É um tanto doloroso e visceral ver isto na película, mas são filmes que nos fazem pensar, no real sentido. Estamos vivendo porquê? Pra quem? Há vida em nossas vidas? Ou o sistema operacional Samantha tem mais vida que nós humanos, que temos a alma que ela tanto espera? 

Bom, fica aqui minha super indicação por estes filmes tão singelos e originais. Indie até a trilha sonora! 

Pam.

18 junho 2014

Nossos Versos.


Eu já falei em algum momento aqui que tenho muitos cadernos onde fico escrevendo sobre todas as pequenas coisas do mundo.  E acho lindo que ainda escreve de próprio punho, escreve cartas, poemas, canções, resenhas, é tão pessoal, tão seu. Pode ser a maior bobeira do mundo, mas ainda é lindo receber uma carta escrita e não digital, são coisas que guardo eternamente.

E sempre quis deixar as frases que coloco na fanpage mais pessoal, como uma identidade do blog. Então, criei esse logo da flor para Retrato pra Iaiá, mas ainda assim eu achava meio impessoal. Daí, pensei, porquê não?! Porque não juntar, duas coisas que adoro fazer em uma? O meu gosto de rascunhar tudo, com o blog que é meu novo vício. 

Foi o que fiz, então à partir desta semana todas as frases e trechos que publicar no instagram e fanpage serão feitas por mim. São desenhos bem simples,porém mais próximo do que desejo aqui, uma conversa pessoal, um retrato pra iaiá mesmo.

Essas são algumas que já publicamos, se vocês quiserem acompanhar é só conhecer nossa página no Facebook e nosso instagram que estão na lateral do blog.






Essa é a novidade agora, se quiserem mandar frases que gostaria de ver ilustrada, só mandar uma mensagem na fanpage ou um direct. 

Pam.

13 junho 2014

O Labirinto do Fauno, Onde Moram os Monstros e a Fantasia Real.

Sabe aqueles filmes lúdicos, cheios de fantasia que deveriam ser feito para crianças, mas não são infantis? Então, Onde Moram os Monstros e Labirinto do Fauno são assim. Ambos permeiam no mundo real e na da fantasia, se misturam e não separam o real do imaginário. Nas duas películas, os personagens principais que são crianças “sofrem” algo na realidade e “fogem” de suas adversidades entrando em um mundo de fantasia. Onde Moram os Monstros, cada criatura representa um reflexo da personalidade de Max, que ao ser confrontado por sua mãe, foge para um lugar aonde é intitulado rei pelos monstros e deve resolver lá diversas questões para “governar” bem seu povo. Sendo perceptivo podemos ver que cada monstro representa uma característica da personalidade de Max, e quão complexa é essa personalidade e ao decorrer de seu reinado Max é envolvido por questionamentos dos monstros, questões que são suas na verdade e que o ajuda a perceber suas ações e o reflexo delas.


Já Labirinto do Fauno é mais intrigante e visceral, com muito mais simbolismos, referências e metáforas. E traz também através dessas alegorias a fuga da realidade e fantasia. Neste longa, Ofélia tem nas provas que o Fauno propõe uma esperança de fugir da sua cruel realidade, e das maldades do seu padrasto. Aqui, as criaturas que Ofélia encontra no labirinto podem ser correlacionadas à violência do seu padrasto Vidal. A crueldade dela remete a obscuridade das criaturas.
Os dois filmes enveredam no mundo da fantasia para fugir da realidade e incrivelmente na fantasia acham o caminho real. A inocência é algo em foco também, a forma como ela é abraçada, movendo-os para um caminho certo. Levar a vida em um mundo de fantasia para fugir dos problemas, não é um caminho viável. Mas fazer uma autoanálise de seus erros, é um recurso. Como Max em Onde moram os monstros, cada monstro mostrava sua nuance de erros e acertos, sua personalidade ora pura e carente, ora egoísta e assim convivendo com todos esses entrelaçamentos o menino se conheceu. E Ofélia enfrentou seus medos no labirinto, e também mostrou suas virtudes. É sempre um meio se reconhecer para se conhecer! E atentar a inocência. Não é serem apáticos, sem opinião, dúvidas, questionamentos e posição. Nem viver num mundo cor de rosa, mas acreditar em algo, ter esperança, ter a inocência e não ser malicioso ou sempre levar vantagem de tudo. Dar crédito para algo bom acontecer. Acreditar no melhor, ser o melhor e fazer o melhor! O lúdico muitas vezes pode ser mais real que imaginamos! Pam.

06 junho 2014

Consumismo inteligente: Vamos compartilhar essa ideia?

Oiii gente!Resolvi falar um pouco sobre o termo que uso bastante nos post falando sobre looks!

Bem, atualmente eu tenho trabalhado na área ambiental e a ideia de um consumismo sustentável num âmbito geral seria o planejamento das compras, reutilizar o que pudermos   (em artesanatos, praticidades e afins), consumir o necessário analisando o impacto dessas compras, separação do lixo, uma visão crítica do que vai consumir, se vai realmente precisar, se o consumo não vai afetar em seu bem- estar em outra área. Saber que o consumo, a sociedade em si, está totalmente interligada ao ambiental. E muitas outras coisas. 
O mais importante mesmo é o planejamento e a consciência!
Tá na hora de nos responsabilizarmos pelos nossos atos, o mínimo que seja, e parar de esperar só dos governantes, o consumismo inteligente, é uma responsabilidade social também. Saiba que não é só o governo que é responsável pelo país, todos somos.

Unindo esses conceitos decidi criar aqui o Consumismo Inteligente!

Todos gostam de comprar, de se vestir bem, de se sentir bem. Mas até que ponto é um consumo saudável?

Não acho saudável uma pessoa que compra desenfreadamente, que toda semana gasta muito dinheiro em roupas, calçados e acessórios. Que acumula essas roupas e sempre compra mais. Cara, não quero ser hipócrita eu compro também, mas isso não move minha vida, tem pessoas que são movidas a consumir, isso me deixa uma ideia de que elas tem nessa forma compulsória de comprar, um vazio que precisa ser preenchido e é desta forma que preenchem.

O guarda- roupa tá lotado, tem roupas que você nem pega mais? Quer mudar o estilo? Já ouviu a palavra DOAR? Eu não falo de desapegar e ganhar uma grana, vender em bazar não, eu falo em doar mesmo. Dar a quem precisa, procure uma ONG, a prefeitura de sua cidade, escolas, sempre terá alguém que precisa. Gente, por favor, não pegue só roupas sujas ou manchadas pra doar não, todos temos dignidade. Se você não usaria algo rasgado ou manchado, porque doa pra alguém usar? ( E tem gente que doa, é sério, vejo isso o tempo todo).

Não tem grana pra comprar? Reaproveita, pega aquele vestido que saiu de moda e transforma em saia. Pega aquela calça e customiza, pega sua jaqueta e faz um colete, use sua criatividade. Gostar de moda não é só consumir o que está em alta não, mas saber ter criatividade também. Para combinar uma mesma peça com vários looks, dá pra transforma uma peça antiga e fazê-la nova. Procure uma costureira boa, e verás que são verdadeiros milagres da moda!

A ideia do consumismo inteligente é para que as pessoas vejam que é possível usar a mesma peça de diversas formas, peças que estavam esquecidas. E também para pessoas que não tem grana pra comprar sempre, saibam que também podem se vestir bem, até mesmo com peças mais baratas e não de alta costura.

Muita gente acha assim: "Não compra porque não tem dinheiro e mimimi.", não é isso mesmo as roupas de grife tem até uma qualidade melhor, mas o que mais vemos são ideias de peças boas e que duram até mais tempo e podem ser usadas de diversas formas e tals. Não julgo quem compra Chanel, Gucci, se a pessoa tem dinheiro e quer se vestir bem, tem todo direito de comprar peças de alta qualidade. Mas comprar isso de forma compulsória, sem uma base social é certo? É normal encher um monte de guarda roupa e não tirar nem uma peça pra doar? Ter milhares de calças e saber que tem crianças agora passando frio sem um agasalho? Cara, desculpa mas é ser muito blasé e viver num mundo cor de rosa ou muito egoísta para nunca se questionar sobre essas questões e mil outras!

O mundo virou It e eu não sei? Tem bailes beneficientes que se juntarem o preço dos vestidos de todos que foram "doar", arrecadarão uma quantia maior que o próprio baile!hahaha

Ainda tem quem compre para estar na moda, OSTENTANDO. E não tem condições suficiente, se enrolam em dívidas, deixam de fazer algo para seu bem estar, só para TER.

A impressão que tenho é que se em uma calçada tiver um vestido maravilhoso, de uma grife e estilista famoso e uma criança faminta. Irá se comprar o vestido e ignorar a criança, essa é uma opinião minha!

Se cada um fizer sua parte, tenho certeza que o pouco se transformará em muito! 

Pam.

02 junho 2014

Semana Sorriso!

OIIIII!!
CALMA!Isso não é um post publicitário de creme dental!hahaha

Nesta semana na fanpage e instagram da Retrato pra Iaiá, estou fazendo a Semana Sorriso, sei que pode parecer meio bobo. Mas eu pessoalmente sempre acreditei na força do pensamento positivo, nas boas vibrações e tudo mais.

Acontece que, ultimamente até eu havia me esquecido da importância de atrair boas energias para as nossas vidas. Entoces, eu comecei a limpar da minha vida o que trava meu sorriso, minha felicidade, é um processo,mas tem dado super certo. Por isso, resolvi compartilhar com vocês isso aqui. Porque nossas atitudes é o que move bons acontecimentos nas nossas vidas. Vamos viver nosso presente, atrair pessoas do bem para o nosso lado e sorrir. Um sorriso verdadeiro, não aquele sorriso morno de coração quebrado. Sorria ao brincar com seus filhos, libere aquela gargalhada gostosa ao ver uma cena engraçada com sua família, compartilhe felicidade com seus verdadeiros amigos e por favor elimine, exclua, bloqueia o que seja tudo aquilo que trava seu sorriso e atrasa sua felicidade!

A semana sorriso é pra isso, eu vou liberar frases, músicas e poemas que contenham a palavra Sorriso e afins para nos lembrar da importância de sorrir. O blog tem me ensinado muito em diversos âmbitos, tudo que escrevo aqui é porque estou aprendendo e absorvendo também, é um amadurecimento mútuo com vocês. 



Já estamos na metade do ano, não vamos deixar a próxima metade passar em branco, vamos pensar no bem, sonhar e agir, ter a atitude de trazer o que realmente importa pra sua vida.

"À sorrir, eu pretendo levar a vidaaa..."

Se vocês quiserem participar é só mandar a foto por mensagem que vocês querem ver na nossa fanpage: Retrato pra Iaiá 

Ou direct no instagram: @retrato_iaia.

Pam.

24 maio 2014

Segregação do consumo!

Esta semana saiu uma reportagem que dizia basicamente que as consumidoras que frequentam o Village Mall, localizado no Rio de Janeiro e conhecido por vender grifes como Carolina Herrera ou Louis Vuitton, estão insatisfeitas com a chegada da Forever 21. Em resumo elas reclamam das clientes que frequentam a Forever, do aumento deste "público" no espaço, e do medo delas que mais lojas deste "calibre" se instalem no local. Ou seja, elas acham que estas pessoas não tem direito de frequentar o lugar que elas frequentam para fazer suas compras.

Vamos aos devaneios então...
Desde que o mundo é mundo existe a classe rica, a média e a pobre. Mas durante muitos anos essa separação era bem mais evidente, uns não frequentavam o espaço do outro. Porém esse cenário ainda MUITO gritante, tem sido amenizado por fatos de lojas como Forever 21 vender suas roupas em preços bem mais baixos que uma Chanel e se instalarem em espaços "reservados", mais facilidade no transporte e mudanças sociais que todos acompanhamos.Mas não são as mudanças sociais que quero me ater e sim a SEGREGAÇÃO DO CONSUMO. 

Não existe mais a liberdade do ir e vir? Não estamos mais todos no mesmo espaço? 
Não, isso nunca foi verdade gente, a quem queremos enganar? Acho que os rolézinhos tão criticados foi um belo exemplo disso. A liberdade de ir e vir existe se você for branco, estiver com roupas de grife e um belo carro, isso abre portas para todos os lugares. É só analisarmos a quantidade de pessoas que entram em qualquer lugar em poder destes quesitos e no final são meros golpistas. O livro é julgado sim, pela capa.

Lembram da professora que criticou um homem no aeroporto porque ele estava vestido de maneira simples? E no fim o cara tinha sim  "poder" aquisitivo só que ao contrário da nossa cultura atual ele não OSTENTOU isto, logo ele não merecia andar de avião. Peraí, na verdade ela só quis dizer que pobre não pode andar de avião, lugar de pobre é na rodoviária.

Pobre não pode ter carro, pobre não pode ocupar lugar de grifes,  pobre não pode andar de avião, pobre não pode se vestir bem, pobre não pode nada, só trabalhar em prol dos benefícios do rico. 
Vamos acordar gente! As pessoas andam tão fúteis afundadas em sua soberba e seu consumo que se acham superior por usar uma roupa de grife. Querida, sinto lhe dizer mais sua Gucci não faz de você uma pessoa melhor! "E o que se leva dessa vida é a vida que se leva."

Não existe neste momento nada que afasta mais as classes sociais,além da conta bancária é claro(hahaha), do que o meio de consumo. Você é aquilo que você tem, ou pelo menos ostenta ter.E o pior, seu valor é medido por isto. A pessoa trabalha pra consumir,  consome mais e trabalha mais para sustentar . É uma roda, e nós somos o hamster girando o dia todo, e o que tem a gaiola mais bonita ganha.

Vejam bem, não estou criticando o ato de comprar,eu compro, todos compramos, para nos vestir bem, andar bem, ter conforto, para comer,e afins. É natural, mas o excesso disso e a excedência da sociedade pra manter isso, que é altamente prejudicial. Não aceito e nunca irei aceitar alguém me falar onde posso ou devo entrar, pelo modo que me visto ou aparência. Isso fere meus direitos como cidadã e como ser humano. Já que é pra evidenciar e separar, coloque bigodinhos, ergam o braço direito no ar com a mão estendida para baixo e grite um Heil. Faça linhas de trânsito exclusivas, construa muros em suas cidade afastando o acesso, cerquem as praias, botem chips para entrar em lojas exclusivas. Só falta isso! Já está na cara e gritante essa segregação.

Nós não podemos abaixar a cabeça, tomos temos direito de consumir o que quisermos e aonde quisermos. E até mesmo de não consumir!
 Tome o seu próprio partido, erga sua própria bandeira e grite sua liberdade. Você pode não ser um ativista em manifestações toda semana, mas você é cidadão pertencente há um espaço e deve ser respeitado por isso. Faça valer seus direitos, seus impostos e sua voz! Não aceite ser separado. 

Infelizmente, atualmente o que você possui tem valido mais do que o que você é. Mas não é isso que traz paz e felicidade, ser vale muito mais que ter, acredite!

Pam.



20 maio 2014

O que mudou na Disney: Nós ou suas princesas?

Hoje pela manhã estava pensando nos filmes das Princesas da Disney, e de como eles mudaram todos esses anos. A minha filha é apaixonada por filmes de princesas. Mas ela nunca ficou tão encantada com elas até assistir Valente. Todas as outras princesas se tornaram chatas e sem graça. Valente e Frozen então se tornaram os filmes de referência para ela.

As primeiras princesas disney, como Branca de Neve, Cinderela e cia, eram calmas, benevolentes, obedientes, passivas, delicadas, sabiam todos os afazeres domésticos e esperavam seu grande amor. Mesmo Bela, que era dedicada e estudiosa, ainda sim vivia suas limitações e era taxada até como esquisita.

Porém, desde Mulan que as princesas Disney não são mais as mesmas. Mulan queria ser guerreira e lutar pelo seu povo. E ainda posso citar Diana de A princesa e o Sapo, que sonhava em crescer em sua profissão e seguir o sonho de seu pai, ambas não esperavam o grande amor e um beijo que as salvaria. Elas foram atrás de seus sonhos, lutaram por suas conquistas e o amor tornou-se consequência de suas vidas para complementar estes sonhos. 



Mas foi em Valente que isto deu uma guinada maior ainda. Merida era uma princesa impulsiva, intempestiva e queria LIBERDADE. Se libertar do fato de ter que se casar, para unificar reinos e só isso. Ela queria mais,almejava mais. Ela rompeu. 
O fato da história ser centrada na relação mãe e filha só mostrou ainda mais essa mudanças. Merida não queria um príncipe, ela queria uma vida!




Em Frozen temos Elsa e Ana. E um filme que conquistou um público de 4 a 80 anos. E até mesmo o fato de se apaixonar no primeiro encontro, virou uma piada neste filme. Ana tem essa delicadeza maior das princesas antigas. Já Elsa, nossa rainha é forte, mas precisa se esconder. Tem personalidade, atitude e portanto erros. E quando desabrocha, acaba não percebendo e controlando o poder que tem. Diria que essa metáfora é incrível, quem nunca se escondeu e quando saiu do casulo acabou escorregando até encontrar o equilíbrio?
Elsa errou e a Disney apostou mais uma vez na relação familiar. O amor verdadeiro que salva a princesa da morte, não foi mais o beijo do príncipe, mas sim o amor de uma irmã. O amor de quem nasce com metade do seu coração. 

Todas essas novas princesas e rainhas agora erram, são impulsivas, vivem em mudanças, correm atrás de seus sonhos, lutam por sua liberdade e objetivos. Qualquer semelhança com as mulheres atuais não é mera coincidência.Filmes de princesa nunca foram só para crianças.

Elas não esperam mais somente grandes bailes, vestidos luxuosos e sapatinhos de cristal. Eu ousaria arriscar que será muito difícil a Disney voltar a produzir filmes com princesas nos moldes das primeiras.

Não foram as princesas que mudaram, mas sim nós mulheres, nós mudamos. Todas querem um grande amor sim, mas não somente isso. A mulher atual sabe se posicionar na sociedade, no trabalho, no amor e na vida. 

 Um verdadeiro e grande amor tornou-se consequência e cumplicidade de nossos sonhos e vida. Nossas ambições assim como dessas princesas se tornaram bem maior do que achar um Príncipe que venha nos resgatar num cavalo branco. Hoje sabemos que podemos resgatar a nós mesmas e cavalgarmos lado à lado com nosso sapo.
Acho que essa história de esperar Príncipe já foi superada né?!

Merida rasgou o vestido, Elsa soltou o cabelo e jogou a coroa, e a Disney rompeu a barreira das princesas encantadas!

Pam.

16 maio 2014

Opinar virou uma arte?

Opinião, como é difícil dar uma opinião em algo, ou apoiar alguma coisa. Pode parecer uma tarefa fácil, mas não é.

Opinar: Julgar, entender; ser de opinião.
Dizer, manifestando opinião.
Dar seu parecer. (Dicionário)
Tá aí o ponto mais importante, ENTENDER, tem muitas opiniões vazias, sem fundamentos.  

Porque estou falando isso? Agora quero entrar no assunto do que tá rolando no nosso país. Uma onda de protestos invadiram a cidade. Greves, manifestações e o que mais vejo são opiniões sem fundamento. 

Você é a favor de segurar uma banana e se taxar macaco? Ok!
Você é contra a greve dos rodoviários? Ok!
Você é contra o protesto dos professores? Ok!
Você é a favor da legalização da maconha? Ok!
E tantas outras perguntas.
Mas a questão é, porque tens essas opiniões, muitas pessoas não saberiam responder o porque. 

Até apoiar criticar algo tem sido baseado em uma moda, é moda essa #, então vamos proliferar. 
Para opinar em algo devemos entender o básico do que iremos assumir nossa identidade. Entender o que vamos encabeçar, apoiar, criticar e compartilhar. Saber se é verdade, se tem procedência, se você quer estar naquela causa. 
Atualmente com a internet, todos somos críticos e julgadores dos outros, e dos movimentos sociais. E isso é mais que justo são os movimentos do nosso país, são nossas vidas.
Devemos mesmo opinar, sair à rua para apoiarmos. 

Não vamos ser Magdas, nem Ofélias que só vivem a se enfeitar, embelezar e quando abrem suas lindas bocas, só sai asneiras. Não adianta tapar os olhos, com uma T-shirt linda e unhas verdes para a Copa e fingir que nada está acontecendo. 

Somos cidadãos e está na hora de exercemos esse direito de cidadania!

Pam.

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