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03 julho 2014

A solidão de uma multidão: Her e Medianeras.

Assisti o filme "Her" e fiquei totalmente impactada, confusa e com mil questionamentos. Conversando com um amigo sobre isto. Ele me indicou Medianeras, disse que eram enredos semelhantes, então resolvi assistir. E putz!Outro impacto!

Como não poderia deixar de ser, vim aqui compartilhar com vocês, minha doce análise dessas obras.

Her (Ela), tem um nome tão simples quanto sua história. Aqui acompanhamos a história de Theodore(com uma interpretação magistral de Joaquin Phoenix), um escritor deprimido pela fim do seu casamento. Neste cenário ele adquire um sistema operacional com inteligência artificial, que organiza e-mails, dá conselhos, responde perguntas, suspira, e tudo mais, é quase humano. Envolvido neste cenário é quase que inevitável já imaginar a aproxinamação que Theodore terá com a máquina, visto seu estado atual.

Em Medianeras, temos as histórias de Martin um escritor fóbico que não sai de seu apartamento por nada, usa a internet para fazer tudo que precisa e Mariana que é uma arquiteta, que não tem grandes perspectivas em relação a sua profissão. Ambos tiveram frustrações amorosas.



Her em seu contexto levanta milhares de perguntas em quem o assiste, a solidão de Theo é tão grande que ele se apaixona por uma máquina, uma "mulher" que o compreende, organiza suas tarefas, o ouve, e o estimula. E o sistema operacional (com nome de Samantha), também "sente", ela quer essa vivência humana, o sabor de sentir. Não precisa nem falar que eles passam a viver como um casal, sem o contato físico.
O filme trata dessa forma singela e uma tanto esquisita, da solidão. Do que nos apegamos nesse momento, Theo tem com Samantha uma relação perfeita, ela concorda com tudo, e o incentiva em outros aspectos. Em uma relação de verdade, não se tem esta perfeição, as pessoas são diferentes, mudam, amadurecem, precisam se compreender, entender e divergências de opinião são normais. Em certo momento Samantha pergunta a Theodoro, como é ser casado e ele responde: - Era emocionante... Nós crescemos e mudamos juntos. Mas essa é a parte difícil, mudar sem assustar o outro. Nesta frase ele resume o fato de que sendo inevitável mudarmos, também é impossível ter uma relação perfeita. A qual ele se apegou com Samantha.
E a vontade de Samantha em ser humana, deixa o filme mais intrigante ainda, como Ariel desejando ter pernas, Samantha quer ter vida. O enredo nos leva a pensar, em como nos relacionamos? Fazemos por carência, por por solidão, por querer encontrar alguém perfeito que não discorde em nada? 



Em Medianeras a solidão é vista de outro ponto, os dois personagens são vizinhos, mas nunca se conheceram, ambos vivem na solidão de seus problemas, conectados virtualmente, sem exercer humanidade social. Apesar de parecer que a tecnologia atual afasta as pessoas,como muitos podem enxergar no filme. Eu vejo mais que o se manter isolado, os afasta disso. Hoje sem viver "socialmente" a pessoa utiliza muito a tecnologia para distração,mas outrora não se utilizavam a televisão, os livros, o sono? Que seja desculpas para não ter essa convivência não faltariam desde os tempos primórdios. São pessoas solitárias que mesmo em meio a multidão não falariam com ninguém, a solidão é interna não externa. Até mesmo a internet atualmente junta pessoas de gostos comuns que talvez nunca se conheceriam. Mas Mariana e Martín mesmo tendo tudo em comum não iniciam uma conversa. Isto só mostra nossos tempos de solidão, falta de esperança, de atitude. Até o cartaz de Medianeras, ilustra uma multidão com um  tanto de solidão!

O medo de arriscar pode dominar de tal forma a paralisar nossas atitudes, os filmes mostram bem isto. Arriscar uma relação de verdade e mais uma vez ser magoado, arriscar na vida, arriscar ao sair de casa sem saber se o dia será bom, arriscar arrumar um emprego que ame, arriscar, o viver é nada mais que arriscar, tentar, quebrar a cara e tentar novamente, até conseguir, até estar feliz. Uma vez eu li que felicidade é saber tirar o lado positivo de momentos ruins e saber sorrir na simplicidade, tudo que temos além disso são momentos de prazer, como uma viagem bacana, uma saída legal, são prazeres, porque não se vive somente disso. O que você tem no seu dia a dia é que deve te trazer a felicidade real. Esse medo de arriscar tudo ou nada, é que afasta as pessoas cada vez mais de sua felicidade, as aproxima da solidão e as fazem prisioneiras de seus medos.

Tanto Her quanto Medianeras, nos mostram de diferentes formas, o resultado da solidão. A falta de esperança na vida, a indiferença com seus próprios sonhos. É um tanto doloroso e visceral ver isto na película, mas são filmes que nos fazem pensar, no real sentido. Estamos vivendo porquê? Pra quem? Há vida em nossas vidas? Ou o sistema operacional Samantha tem mais vida que nós humanos, que temos a alma que ela tanto espera? 

Bom, fica aqui minha super indicação por estes filmes tão singelos e originais. Indie até a trilha sonora! 

Pam.

13 junho 2014

O Labirinto do Fauno, Onde Moram os Monstros e a Fantasia Real.

Sabe aqueles filmes lúdicos, cheios de fantasia que deveriam ser feito para crianças, mas não são infantis? Então, Onde Moram os Monstros e Labirinto do Fauno são assim. Ambos permeiam no mundo real e na da fantasia, se misturam e não separam o real do imaginário. Nas duas películas, os personagens principais que são crianças “sofrem” algo na realidade e “fogem” de suas adversidades entrando em um mundo de fantasia. Onde Moram os Monstros, cada criatura representa um reflexo da personalidade de Max, que ao ser confrontado por sua mãe, foge para um lugar aonde é intitulado rei pelos monstros e deve resolver lá diversas questões para “governar” bem seu povo. Sendo perceptivo podemos ver que cada monstro representa uma característica da personalidade de Max, e quão complexa é essa personalidade e ao decorrer de seu reinado Max é envolvido por questionamentos dos monstros, questões que são suas na verdade e que o ajuda a perceber suas ações e o reflexo delas.


Já Labirinto do Fauno é mais intrigante e visceral, com muito mais simbolismos, referências e metáforas. E traz também através dessas alegorias a fuga da realidade e fantasia. Neste longa, Ofélia tem nas provas que o Fauno propõe uma esperança de fugir da sua cruel realidade, e das maldades do seu padrasto. Aqui, as criaturas que Ofélia encontra no labirinto podem ser correlacionadas à violência do seu padrasto Vidal. A crueldade dela remete a obscuridade das criaturas.
Os dois filmes enveredam no mundo da fantasia para fugir da realidade e incrivelmente na fantasia acham o caminho real. A inocência é algo em foco também, a forma como ela é abraçada, movendo-os para um caminho certo. Levar a vida em um mundo de fantasia para fugir dos problemas, não é um caminho viável. Mas fazer uma autoanálise de seus erros, é um recurso. Como Max em Onde moram os monstros, cada monstro mostrava sua nuance de erros e acertos, sua personalidade ora pura e carente, ora egoísta e assim convivendo com todos esses entrelaçamentos o menino se conheceu. E Ofélia enfrentou seus medos no labirinto, e também mostrou suas virtudes. É sempre um meio se reconhecer para se conhecer! E atentar a inocência. Não é serem apáticos, sem opinião, dúvidas, questionamentos e posição. Nem viver num mundo cor de rosa, mas acreditar em algo, ter esperança, ter a inocência e não ser malicioso ou sempre levar vantagem de tudo. Dar crédito para algo bom acontecer. Acreditar no melhor, ser o melhor e fazer o melhor! O lúdico muitas vezes pode ser mais real que imaginamos! Pam.

07 junho 2014

A Culpa é de John Green, o filme!

Quando ganhei o livro A culpa é das estrelas,  li sem muitas expectativas sabia que se tratava de um livro juvenil e a ideia não me atraiu muito no momento. Mas enfim, li, me apaixonei e chorei como milhões de pessoas e fiquei muito feliz por começar a quebrar meu "pré-conceito". 

Aíííí, para minha alegria estreou o filme e eu pude ver hoje e cara tem como se apaixonar de novo, chorar novamente e ficar com aquela alegria triste mais uma vez?! TEM.



Não tenho medo algum de assumir aqui todo meu lado piegas, mas o filme é suavemente lindo.
A sintonia do casal de protagonistas tem sintonia, a trilha sonora acompanha isso também. Méritos da dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, que escreveram este filme e o famoso 500 dias com ela(uma das melhores comédias românticas existentes). A dupla dá o tom exato ao romance sendo singelo sem cair em um drama barato e com excesso de sentimentalismo. Os atores "veteranos" como Laura Dern e Willem Dafoe também ajudam para não virar um dramalhão mexicano sem fim.





Ao contrário de muitos filmes que ao serem adaptados, se perdem em seus diálogos e ainda ficam inferior nas cenas, A culpa é das estrelas casa as frases de efeitos a química dos seus personagens e usa a empatia deles nas cenas.
Deixa você com uma tristeza alegre, a sensação de que há muito na vida ainda pra viver, que pequenos momentos bem vividos valem mais que mil anos em inércia. Não quero falar que é um filme de auto- ajuda, porque não é, mas acho que podemos tirar lições de tudo na vida, porque não de um filme também? Só colocar em prática!

Eu não quero dar spoilers para quem não viu ou não leu. 
Muitos assim como eu nutrem um certo preconceito por best- seller, por filmes românticos em excesso, por filmes que tem narrativa juvenil, entre outras coisas. Tem momentos que devemos quebrar alguma barreira e dar chance para algo diferente, por mais distante que seja daquilo que "gostamos". Acho que ninguém precisa rotular nada. Experimente, veja sem receios, leia sem culpa. Gostar não o tornará um adolescente mal resolvido amorosamente, mas sim alguém que não se importa com opiniões externas.

A culpa é das estrelas e a culpa por eu me apaixonar duplamente por uma mesma narrativa é do John Green!

Pam. 


01 junho 2014

Clássicos de volta aos cinemas

Sou uma eterna saudosista, talvez esse seja meu grande problema.
Quando assisto um filme muito bom, uma série, ouço uma canção incrível, entre outros fatos da vida bons ou ruins, aquilo sempre me marca, não sou de me desvencilhar de algo facilmente.  Por esta característica mesmo.

Então imagine minha felicidade ao saber que Taxi Driver, Laranja Mecância (Delarge ever!),  Os Embalos de Sábado à Noite, Bonequinha de Luxo (*-----*), Grease - Nos Tempos da Brilhantina e Pulp Fiction (Uma das maiores obras de Tarantino, pra mim),estão de volta aos cinemas! 



Cara, pirei na oportunidade de assistir esses filmes no cinema, sim eu fiquei altamente feliz, já procurando os cinemas aqui no Rio, que irão exibir. 

Vou repassar as datas de exibição:

Taxi Driver - 31/05, 01/06 e 04/06.
Pulp Fiction - 07/06, 08/06 e 11/06.
Laranja Mecânica - 14/06, 15/06 e 18/06.
Grease - 28/06, 29/06 e 02/07.
Embalos de sábado à noite - 05/07, 06/07 e 09/07.
Bonequinha de Luxo - 05/07, 06/07 e 09/07.

Infelizmente, não passará em todos os estados. :(
Só procurar para ver em quais estados está passando galera.

Eu fiquei muito empolgada com essa notícia, principalmente por ter a oportunidade de ver Laranja, Bonequinha e Taxi no cinema. Gente, eu via só em DVD na minha adolescência. É demais!

Para a próxima edição teremos os filmes O Poderoso Chefão(Pirei!), História sem fim
( Felicidade define), Forrest Gump (Run Forrest, run! Ever), Quanto mais quente melhor, Lawrence da Arábia e Império do Sol (Sérioooo!),  pela Rede Cinemark gente!

Então. esse é nosso post meio informativo né!? Mas achei valido colocar aqui!

Pam.

14 maio 2014

Praia do Futuro

Filme de hoje?

Ele estará nas telinhas em breve, rs

Não me parece bom, pelo menos o trailer não me dá grandes expectativas.
Apesar de ser apaixonada em filmes brasileiros esse não me encheu os olhos, mesmo o Wagner Moura fazendo parte do elenco. Mas assim que lançar irei assistir para postar minha opinião concreta.

Sinopse:
 Donato é salva-vidas na Praia do Futuro. Ayrton é um menino que sonha com motos e super-heróis e admira a coragem do irmão mais velho em se jogar nas ondas para salvar desconhecidos.
Quando falha pela primeira vez em resgatar uma vida no mar, Donato acaba conhecendo Konrad, um alemão piloto de moto velocidade, amigo do afogado. Donato parte com Konrad para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo para trás. Anos depois, Ayrton, já adolescente, se aventura em busca de Donato para um acerto de contas com aquele que considerava seu herói.
Fonte. Cinemark 

Direção: Karim Ainouz
Elenco: Wagner Moura, Clemens Schick, Sabine Timoteo, Jesuíta Barbosa, Nataly Rocha.
Lançamento: 15/05/2014.
Gênero: Drama
Duração: 106min.
Classificação: 14 anos




Bru.

04 maio 2014

Filmes sobre Vingança!

Totalmente inspirada por Revenge, uma série que havia abandonado na 2ª temporada, por estar muito chata. E resolvi resgatar para minha vida esses dias, e melhorou muito (Vamos falar mais desta boa série em outro post). Resolvi lembrar e postar filmes que a temática é vingança.



1. V de Vingança ( James McTeigue)



Impulsionado por uma vingança pessoal, um misterioso indivíduo que se esconde atrás de uma máscara e se identifica apenas como V (interpretado por Hugo Weaving). Ele usa uma máscara de Guy Fawkes para cobrir o rosto e tem grandes habilidades com facas. A missão principal dele é matar todos os médicos que o torturaram no centro de detenção, e trazer de volta a justiça ao país.

Como não citar este filme não é mesmo? Um clássico, que mostra que nossos ideias são nossas maiores armas. Nunca deixa de ser atual, já que nosso povo sempre esta dormindo pela "domínio" dos nossos governantes. Não vou comentar muito porque talvez,muito talvez você não tenha visto. Mas o enredo é excelente, os atores e a estória te envolve, te fascina, te tira da zona de conforto e o faz pensar. Será que estamos jogando nossos ideais no lado certo, será que nos acomodamos tanto a ponto de não enxergar nada? Será que a mídia, celebridades e sub-celebridades ditam as regras e nós só seguimos?

2. Kill Bill ( Quentin Tarantino)


Kill Bill conta a história de vingança da noiva Beatrix Kiddo interpretada por Uma Thurman contra seus ex-parceiros do Esquadrão Assassino de Víboras Mortais que tentaram assassiná-la no dia do seu casamento. Onde ocorrem muitas mortes e ela fica em coma por um ano. 

Esse filme é um daqueles momentos de inspiração de Tarantino, onde você pode sentir cheiro de sangue de longe. Desculpe a alusão, mas todo bom filme de Tarantino é assim. E Kill Bill não é diferente, é bem construído, tem aquele humor negro, referências a outros filmes e a falta de ordem cronológica características de Quentin.



3. O Conde de Monte Cristo ( Kevin Reynolds)


Homem é traído e preso numa ilha, e, pra piorar, seu então melhor amigo casa com sua noiva. Quando consegue escapar, prepara a melhor maneira de se vingar de todos que o prejudicaram.

É baseado em um livro, que inspirou o filme e a série Revenge. A refilmagem deixou muito a desejar, não é daqueles filmes que você perde o sono. E fica fascinado, mas é um bom filme para assistir em uma tarde despreocupada. Tem um pouco de aventura ( meio três mosquiteiros), drama e romance na medida para um filme de distração.




4. Cabo do Medo (Martin Scorsese)


Max Cady, depois de 14 anos na prisão se vê libertado. Ele vai em busca de vingança contra seu advogado, Sam Bowden, acusando-o de não ter usado todas as provas que tinha a seu favor durante o julgamento que o condenou. O criminoso irá iniciar uma onda de horror contra Bowden e sua família.

É um bom filme, onde as atuações e os diálogos regem a trama. Tem algumas cenas tensas e com um suspense que te prende ao filme. É um bom filme!






5. Gladiador ( Ridley Scott)

Após vencer várias batalhas, o general romano Maximus quer apenas voltar para casa e rever sua família. Mas com a morte do Imperador Marcus Aurelius , que desejava fazê-lo seu sucessor, Maximus é perseguido por Commodus, filho do soberano. Ao escapar da morte, o ex-general torna-se escravo de um ambicioso e velho gladiador, que o leva a participar dos jogos violentos no Coliseu e a vingar o assassinato de sua mulher e filho.

É um bom filme épico, as cenas de luta, as frases de efeitos e os diálogos tem seu valor. A fotografia do filme é ótima. A atuação dos atores e o roteiro são ótimos também. E a direção de Ridley é um dos pontos positivos deste filme.



6. O Profissional (Luc Besson)


Um assassino profissional chamado Léon conhece Mathilda, uma garota de onze anos de idade e que vive com a sua família “problemática”:Quando a famíliada garota é assassinada, Matilda é a única sobrevivente e tenta convencer Léon a ensinar-lhe seu “ofício” para que ela possa vingar a morte do irmão.

Esse filme é estrelado pela Atriz Natalie Portman (olha ela de novo na lista), ainda criança e eu pessoalmente, sou fã da Natalie. Então essa indicação é pessoal. Mas o filme é daqueles filmes de assistir numa noite para distrair. É um bom filme de ação, com um pouco de humor por conta da relação de amizade de Léon e Mathilda.


7. Coração Valente (Mel Gibson)


No século XIII, após a brutal morte de sua esposa, o escocês William Wallace jura vingança contra aqueles que lhe tiraram a sua razão de viver. Tal vingança acaba sendo o ponto de partida para uma rebelião dos escoceses contra o tirano rei inglês Edward I , tendo como principal objetivo libertar a Escócia para sempre do domínio da Inglaterra.

Esse filme é o verdadeiro filme épico dos filmes épicos, frase mega repetitiva. A direção e a atuação de Mel Gibson são impecáveis, a garra, a luta, as frases ditas em guerra, a afinação do elenco é maravilhosa. A fotografia do cenário escocês, cada é linda. As cenas de lutas são muito bem construídas e o nascimento de William Wallace, assim como V (em V de Vingança) nos mostra a carência da sociedade desde sempre por alguém que lute por elas, que levem seus ideais que gritem sua luta.
"... eles podem tirar a nossa vida, mas não podem tirar a nossa liberdade."


8. OldBoy ( Park Chan-Wook)


Oh Dae-su é um homem comum, por estar alcolizado ele é levado a uma delegacia. Quando sai liga para e esposa e depois desaparece.Quando percebe esta em um quarto de hotel onde há apenas uma TV ligada, no qual recebe pouca comida e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa. Sem conseguir fugir ou se suicidar, ele prepara seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê. Quando sai após 15 anos, tudo que ele quer é sua vingança.

Deixei este filme por último não foi à toa. Ele é O FILME, que trata sobre vingança, suas consequências e tudo que gira em torno dela. Com cenas fortes de violências, diálogos insanos, drama e romance que conduzem a trama de uma forma espetacular. É um dos melhores do gênero, o enredo leva nossa mente a imaginar mil soluções mas a resposta que é dada no final não é sequer pensada por ninguém. É um roteiro genial, com uma certa obscuridade que dá ao filme esse tom mais violento e estilizado. É um filme que quando acaba você pensa, e pensa mais um pouco nele. Indica para os seus amigos e tudo mais.


Esses são minhas indicações sobre o tema: Vingança. 

Como diria o sábio Seu Madruga: " A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena."

Sábias palavras, sábias palavras!

Pam.

21 abril 2014

Filme: Entre Nós

Hoje é dia de filmes e eu escolhi falar sobre o filme: Entre Nós.
Elenco Destaque: Caio Blat, Maria Ribeiro, Júlio Andrade, Martha Nowill, Paulo Vilhena, lee Taylor e Carolina Dieckmann.

Dirigido por: Paulo Morelli e Pedro Morelli (Pai e Filho)

O longa conta a historia de sete amigos que vivem em meados de 1992, só que depois de uma bela tarde regada de muita bebida eles resolvem escreves cartas para eles mesmo e enterrar e abrir depois de 10 anos.
Mas nesse tarde também acontece um acidente e tem uma vitima fatal e é um dos amigos, depois disso cada um segue seu caminho e se reencontram depois de 10 anos (2002), para abrirem a carta.
 E é nessa hora onde são revelados vários segredos, fama sucesso em cima de outros.

Eu particularmente  adorei o filme mesmo o final não sendo bem o que esperava. Você prevê um final e não é aquilo que acontece.
Como já disse aqui sou muito suspeita para falar de filmes brasileiros, porque eu ADORO.


16 abril 2014

Filmes ou Séries: Quem tem levado a melhor?




Estava lendo um site sobre filmes e vi a notícia que Tom Hardy (Bane <3 - Batman, O Cavaleiro das Trevas Ressurge), irá estrear uma série de Ridley Scott. Comecei a pensar no movimento de investimento de grandes atores e diretores para séries. Há um tempinho venho percebendo o quanto a qualidade e a quantidade de séries vêm aumentando. Até mesmo a facilidade para ter acesso a elas também. E os filmes? Bem, muitas vezes passam meses sem que eu veja estrear um filme que me arrebate. Não estou falando de efeitos especiais 3D "alucinantes", até porque as séries não contam com estes artifícios hollywoodianos. 
Estou querendo lembrar de filmes como Laranja Mecânica, Amélie Poulain, Pulp Fiction, Clube da Luta, Taxi Driver, O iluminado, Her, Beginners, Drive, e por aí vai. Filmes que não precisam de grandes efeitos para esconder seu roteiro pobre. Mas filmes, que causam impacto, que façam você voltar ao cinema três, quatro vezes para vê-lo novamente. Obras que te levam a refletir, aquela película que você dorme a acorda pensando nela, que tenha vontade de indicar para todos os seus amigos. Volto a repetir, muitas vezes passam meses sem que estreie um grande filme. Blockbuster sempre estreiam mas nem só de filmes "pipoca" e cheios de efeitos, sobrevive um cinéfilo.
E as séries? As séries precisam de uma boa trama para que dure, só efeitos especiais não irão segurar ela no ar por mais de uma temporada, exemplos disso são as séries canceladas rapidamente. Séries precisam de bons diálogos, boas tramas, personagens que causem empatia, histórias que nos façam esperar ansiosamente pelo próximo capítulo e muita qualidade carismática. A variedade de séries é tão grande que para se destacar é preciso nos arrebatar.  A exemplo disso vemos muitos atores e diretores consagrados se aventurando no mundo das séries. Entre as séries que merecem atenção eu cito algumas The Fall, Bates Motel, Dexter (apesar dos pesares), The Big Bang Theory, Breaking Bad (Yeah!), How I met your mother, Dr. House (Quem nunca?), True Detective, American Horror Story,  e assim por diante.

A discussão seria longa, até porque películas tem todo seu valor pra ficar gravado em nossos corações,dos filmes preto e branco até os primeiros coloridos, mas os roteiristas precisam ser mais originais, reacender a chama por filmes de textos brilhantes e diálogos excelentes. Trazer de volta o Glamour da Sétima Arte!

Pam.

12 abril 2014

Cinco filmes para um sábado à noite!

Boa noite gente bonita!

Preparei uma lista com cinco filmes para assistir em um sábadão que você resolveu não ir pra balada! Ou para qualquer dia da semana, tem para todos os gostos! Vem com a gente.



1. Drive

Sabe aquele filme que você deve assistir antes de morrer? Este é drive. O filme é impecável de fotografia à trilha sonora. Mesmo com poucos diálogos consegue envolver o telespectador só pelo olhar e caracterização dos personagens, o enredo do filme é coesivo e você torce pelo personagem, e pela busca dele. Vale ressaltar a ótima atuação de Ryan Gosling.

2. Clube da Luta 

Tá aí um filme que merecia uma resenha só dele, este filme é tão incrível em tantos pontos, que não consigo exprimir em algumas frases. O enredo é alucinante, a história surpreendente, os diálogos são absurdamente maravilhosos. Dá vontade de ficar anotando cada frase que os personagens falam. Além de ter uma crítica a sociedade que nunca deixa de ser atual, realista e o final do filme é inesperado . E Edward Norton, nunca me decepciona com os filmes que escolhe fazer parte! Love Edward !<3

3. Millenium: Os homens que não amavam as mulheres

Foi o único filme que me deu uma vontade gigantesca de ler todos os livros. A personagem principal é "politicamente incorreta", mas você torce por ela, você vibra quando ela resolve se libertar e o suspense da trama prende. É um filme visceral, mexe com nossos instintos. A realidade pode ser mais cruel do que imaginamos, quando estamos acostumados a viver numa bolha.

4. Beginners - Toda forma de Amor

Apaixonante, é com essa palavra que defino Beginners. O filme realmente mostra toda forma de amor, desde a família até os animais. Não é preciso somente o amor de carne, de paixão para que a pessoa possa demonstrar bondade e sentimento. Amar de todas as formar e ser feliz nessa plenitude. O mundo anda tão vazio de bons sentimentos, ver um filme assim nos enche de sentimentos e esperança. Mais amor, por favor!

5. Gente Grande

Por último indicamos uma comédia, para apreciadores do gênero. Pra você rir até cansar, pra quem não se importa em assistir uma comédia rasgada, com piadas mais adultas e pretensiosas. Uma pitada de romance, e muita comédia. Tem dias que um Blockbuster para rir até perder a fala, se encaixa bem no fim do dia.


Por hoje é só pessoal!

Pam. 
  

05 abril 2014

E o filme Noé - O que dizer?

Confesso que fiquei muito animada para assistir o filme Noé, pelo trailer atraente que foi montado e por ser do diretor Darren Aronofsky, para quem não sabe ele tem obras primorosas em seu currículo como Réquiem para um Sonho e Cisne Negro. Então ter Darren (muito íntima) na direção me atraiu absurdamente, esperava sim uma narrativa complexa, diálogos imponentes e atuações de arrepiar. Mas não foi nada disso que encontrei.



O filme é fraco em seu enredo, tem diálogos irrelevantes e cria um vilão desnecessário, porque né todo "herói" precisa ser atacado por um vilão, para um filme ser considerado bom (besteira). As atuações em muitas vezes salvaram cenas medíocres do filme. Medíocres na minha opinião, pois sendo um filme de Darren poderiam ser cenas para ficarem gravadas na memória da sétima arte. Mas aí, muitos acham que por ser um blockbuster, não teria o mesmo peso artístico, mas galera Nolan fez do blockbuster Batman, um acontecimento em trilogia. 
Não vou me ater a falar das modificações que foram feitas diante do texto bíblico, pois acredito na liberdade poética. Que algumas modificações no texto original traz relevância a filmes para que haja extensão de tempo e seja adaptável a filmes mais "pipoca", mas no caso de Noé tornou o filme mais grotesco do que já era. Não quero me estender aqui, pois muitas pessoas ainda não assistiram o filme.



Agora os efeitos especiais? Eu vou assistir um grande 3D? Não, você não vai. Diante das tecnologias atuais dos filmes hollywoodianos, Noé fica bem aquém do que imaginamos. Muito de seus efeitos especiais são fracos e ficam no meio do caminho, igual a pedra do poema de Drummond. "Tinha um efeito especial ruim no meio do caminho, no meio do caminho tinha um efeito especial ruim." Muitas vezes efeitos especiais grandiosos, servem para salvar filmes ruins e esconder seu roteiro mediano e inexpressivo, mas nem com isso Noé pôde contar. Até o fim do filme foi bem clichê, e acho que já superamos esta fase de fins clichês. 
Minha decepção com o filme foi grande. Darren não inovou, não arriscou e nem fez disso uma obra válida a mais para seu currículo. Este filme é daqueles para esquecer o grande diretor que o fez. E esperar que em seu próximo filme ele recupere a "mão".

Minha impressão final: Era melhor ter visto o filme do Pelé.

Pamella Machado.

24 março 2014

Apenas Deus Perdoa: Ryan Gosling e Nicolas Winding Refn



Em uma tarde chuvosa de domingo, resolvi assistir o novo filme de Refn novamente em parceria com Ryan Gosling. Mas não assistam este filme baseando-se em Drive, pois será sufocado pela expectativa e deixará de ser impactado pela sua ousadia

Apenas Deus perdoa é a história de dois irmãos Billy (Tom Burke) e Julian (Ryan Gosling), ambos a frente de uma acadêmia de boxe tailandês, fachada para um negócio de tráfico de drogas. Billy é um psicopata violento que estupra e mata uma menina, por este ato ele acaba morto. É quando a história começa a desenrolar todos os seus entremeios. A mãe de Billy e Julian, Crystal (Kristin Scott Thomas) arrebatadora no papel, chega à Bangcoc exigindo que Julian vingue a morte do seu irmão. No meio desta trama ainda temos Chang (Vithaya Pansrigarm), um policial misterioso que voltou a ativa para resolver o crime de estupro cometido por Billy, e que é praticamente idolatrado por seus companheiros.




Nesta trama se desenvolve todo um jogo psicológico acompanhado pelo excesso de luzes neon e vermelha, essa forte iluminação seria proposital já que o filme retrata o inferno de Julian, os lugares obscuros que ele passa. Sua dependência a sua mãe e a vontade de provar algo, já que fica evidente que Billy era seu filho preferido. Li em muitos lugares duras críticas com relação a atuação de Gosling, já que neste filme ele está ainda mais taciturno que em Drive. Mas me pareceu totalmente lógico, o ar perdido e sem encontro do personagem. Julian vive um paradoxo do caminho a seguir, o Complexo de Édipo, mostrado na cena em que ele tenta voltar ao ventre, de viver o que sua mãe quer, passando por cima de qualquer valor. Julian não consegue estabelecer relações nem definir seu caminho, tudo que tem é seu transtorno de dependência com sua mãe e seus punhos.

Ao meu ver Refn nos mostra novamente a linha tênue que existe entre a justiça e a vingança, o bem e o mal, o correto e o injusto. Nada é definitivo, entre as duas pontas,sempre existem os vácuos a serem preenchidos. Em todo o filme há elementos subjetivos, que mostram isso. Até na falta de expressão de Gosling, como nos elementos de iluminação e fotografia.Pois os pontos sombrios da mente, são nossos infernos,afinal.

Sou suspeita para criticar o filme, acho que Apenas Deus Perdoa não é um filme comercial, é um filme próprio, a impressão que tenho é que é um tipo de filme feito para si mesmo. Me agrada essa subjetividade, a fotografia e a trilha sonora acompanhando o jogo psicológico e até mesmo a busca pela redenção, a exclusão de valores sociais hipócritas, Julian procurou a redenção todo o filme. E a encontrou no final, em Apenas Deus Perdoa, Julian não foi capaz de perdoar a si mesmo.

Fica a minha dica para assistir esse filme e se deliciar com mais uma ousadia de Refn, Apenas Deus perdoa é que aquele filme que se ama ou odeia, sem meio termo.

Pamella.

Apenas Deus Perdoa (Only God forgives), FRA/Dinamarca, 2013 
Diretor: Nicolas Winding Refn
Elenco: Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm, Yayaying Rhatha Pongham, Tom Burke 
Roteiro: Nicolas Winding Refn 
Trilha Sonora: Cliff Martinez 
Duração: 90 min. 

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