Mostrando postagens com marcador onde moram os monstros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador onde moram os monstros. Mostrar todas as postagens

13 junho 2014

O Labirinto do Fauno, Onde Moram os Monstros e a Fantasia Real.

Sabe aqueles filmes lúdicos, cheios de fantasia que deveriam ser feito para crianças, mas não são infantis? Então, Onde Moram os Monstros e Labirinto do Fauno são assim. Ambos permeiam no mundo real e na da fantasia, se misturam e não separam o real do imaginário. Nas duas películas, os personagens principais que são crianças “sofrem” algo na realidade e “fogem” de suas adversidades entrando em um mundo de fantasia. Onde Moram os Monstros, cada criatura representa um reflexo da personalidade de Max, que ao ser confrontado por sua mãe, foge para um lugar aonde é intitulado rei pelos monstros e deve resolver lá diversas questões para “governar” bem seu povo. Sendo perceptivo podemos ver que cada monstro representa uma característica da personalidade de Max, e quão complexa é essa personalidade e ao decorrer de seu reinado Max é envolvido por questionamentos dos monstros, questões que são suas na verdade e que o ajuda a perceber suas ações e o reflexo delas.


Já Labirinto do Fauno é mais intrigante e visceral, com muito mais simbolismos, referências e metáforas. E traz também através dessas alegorias a fuga da realidade e fantasia. Neste longa, Ofélia tem nas provas que o Fauno propõe uma esperança de fugir da sua cruel realidade, e das maldades do seu padrasto. Aqui, as criaturas que Ofélia encontra no labirinto podem ser correlacionadas à violência do seu padrasto Vidal. A crueldade dela remete a obscuridade das criaturas.
Os dois filmes enveredam no mundo da fantasia para fugir da realidade e incrivelmente na fantasia acham o caminho real. A inocência é algo em foco também, a forma como ela é abraçada, movendo-os para um caminho certo. Levar a vida em um mundo de fantasia para fugir dos problemas, não é um caminho viável. Mas fazer uma autoanálise de seus erros, é um recurso. Como Max em Onde moram os monstros, cada monstro mostrava sua nuance de erros e acertos, sua personalidade ora pura e carente, ora egoísta e assim convivendo com todos esses entrelaçamentos o menino se conheceu. E Ofélia enfrentou seus medos no labirinto, e também mostrou suas virtudes. É sempre um meio se reconhecer para se conhecer! E atentar a inocência. Não é serem apáticos, sem opinião, dúvidas, questionamentos e posição. Nem viver num mundo cor de rosa, mas acreditar em algo, ter esperança, ter a inocência e não ser malicioso ou sempre levar vantagem de tudo. Dar crédito para algo bom acontecer. Acreditar no melhor, ser o melhor e fazer o melhor! O lúdico muitas vezes pode ser mais real que imaginamos! Pam.

Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©